Dicas

O segundo tipo de neoplasia mais comum entre as brasileiras, o câncer do colo do útero é um tumor maligno da parte inferior do útero, que se conecta com a vagina na sua porção mais alta. Ele está associado, em 90% dos casos, à infecção pelo vírus do HPV, de transmissão  sexual, e é um dos poucos tumores que podem ser prevenidos e tratados antes de se tornar câncer, como explica a ginecologista Isabel Cristina Brito (CRM 17115).

SINTOMAS
Os sintomas só aparecem quando a doença avança, merecendo destaque o sangramento após relação sexual, fora do período menstrual ou após a menopausa. O diagnóstico inicial é essencial para o sucesso do tratamento. Por isso, é necessário fazer exames preventivos do colo do útero regularmente.

DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO
O diagnóstico se dá através do exame clínico do ginecologista e biopsia. Sendo confirmada a doença, outros exames são solicitados. O tratamento depende do estadiamento do câncer, podendo ser cirúrgico nos casos iniciais e radioquimioterápico, nos casos mais avançados.
É muito importante que essas decisões terapêuticas sejam tomadas dentro da equipe multidisciplinar.

FATORES DE RISCO
A doença está associada ao tabagismo, início precoce da vida sexual e, principalmente, à infecção pelo vírus HPV. Existem mais se 100 tipos de HPV, mas apenas 15 estão associados a lesões no colo do útero, sendo dois os principais.

PREVENÇÃO
A prevenção é feita através do papanicolau, preventivo do colo do útero realizado anualmente em mulheres após o início da vida sexual, ou após os 18 anos. Se durante o exame aparecer alguma lesão suspeita, o médico pode retirá-la e tratá-la, podendo nunca se tornar câncer. Recentemente, foi disponibilizada a vacina contrainfecção do HPV, que é a melhor forma de prevenção contra este câncer.
• Evite o sedentarismo e pratique atividades físicas de impacto, como caminhada ou corrida
• Adote uma dieta equilibrada, com verduras, legumes, frutas e alimentos ricos em cálcio
• Tome, pelo menos, 15 minutos de sol por dia, antes das 10h da manhã ou depois das 16h
ALIMENTOS RICOS EM CÁLCIO
• Leite e derivados como iogurte e queijo
• Carnes magras como frango sem pele e coelho
• Cereais, batata, hortaliças
• Todas as frutas, especialmente a tangerina
• Sucos de frutas frescas
• Azeite virgem e óleos de sementes
• Sementes de sésamo
• Peixes
• Tofu, soja e seus derivados
O câncer da laringe consiste no aumento desordenado, incon­trolável e, muitas vezes, agres­sivo das células que compõem o ór­gão responsável pela voz e passagem do ar até os pulmões. Esse tipo de tumor equivale a 2% de todas as do­enças malignas, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca). O cirurgião de cabeça e pescoço Evandro Gouveia (CRM 12306) dá mais detalhes sobre a neoplasia.
SINTOMAS
Para lesões na glote, o sintoma consis­te em rouquidão progressiva e, com a evolução da doença, em falta de ar. Já as lesões na supraglote levam à difi­culdade e dor na ingestão de sólidos e, posteriormente, de líquidos. As al­terações também podem ocorrer na subglote, onde os sintomas demoram de surgir, e consistem em falta de ar mediante esforço físico e, em casos mais graves, até mesmo em repouso.
DIAGNÓSTICO
O especialista, que pode ser cirurgião de cabeça e pescoço, otorrinolarin­gologista ou oncologista, fará o diag­nóstico com base nos hábitos sociais, passado familiar, exame da boca, vias aéreas superiores e pescoço do paciente. A investigação da doença envolve ainda a videolaringoscopia, tomografia computadorizada do pes­coço e biópsia da lesão.
FATORES DE RISCO
O tipo de tumor mais frequente da laringe, o carcinoma escamocelular, tem como fatores de risco o consumo excessivo de álcool e de tabaco.
PREVENÇÃO
É importante evitar o fumo – passivo ou ativo – e não consumir exagerada­mente bebida alcoólica. O tratamento adotado pode ser cirurgia, combina­da, em alguns casos, com radioterapia e/ou quimioterapia, a depender da avaliação médica.
Saúde bucal em pacientes oncológicos
Apesar dos incontestáveis benefícios, a cancerterapia pode proporcionar o surgimento de efeitos colaterais que podem se manifestar em todo organismo, inclusive na boca do paciente oncológico. Dentro deste contexto, o cirurgião-dentista é um dos profissionais que deve estar inserido na equipe multidisciplinar do tratamento do câncer. Sua função é atuar na prevenção e diagnóstico de doenças na boca e tratar as complicações bucais decorrentes do tratamento do câncer. A médica e cirurgiã-dentista (CRM 9846 /CRO 2360) Cátia Maria Guanaes Silva dá mais detalhes sobre a manutenção da saúde oral em pacientes oncológicos.
SINTOMAS
Entre as possíveis complicações que podem ocorrer já na primeira semana da radioterapia e nas primeiras 48 horas após a quimioterapia está a mucosite, uma inflamação da mucosa. Outras complicações poderão surgir posteriormente como xerostomia, diminuição ou ausência de saliva; cáries agressivas; ulcerações na boca; além de dificuldade de abrir a boca (trismo), alteração do paladar (disgeusia) e dor ao engolir (disfagia). A complicação mais séria e pior de todas é a osteonecrose (infecção do osso mandíbula e maxila, onde é mais rara) cuja causa pode ser a radioterapia ou uso de bifofonatos. É bastante dolorosa, difícil de ser tratada sendo às vezes necessária a remoção do segmento do osso afetado.
DIAGNÓSTICO
O diagnóstico das complicações se dá através do exame clínico do dentista que faz o acompanhamento do paciente. Lembrando que o acompanhamento deste profissional é extremamente necessário para prevenção, detecção precoce das complicações, seu tratamento ou atenuação dos sintomas.
PREVENÇÃO
Lembre-se que a saúde começa pela boca. Por isso justifica-se a consulta a um dentista, preferencialmente,  com experiência oncológica antes, durante e após a cancerterapia, assim como  a manutenção de um bom padrão de higiene oral e realização do auto-exame da boca pelo menos duas vezes ao ano. Parar ou evitar fumar e ingerir bebidas alcoólicas, manter a mucosa bucal sempre umedecida também são orientações de hábitos saudáveis. Na consulta, o profissional avaliará diversos aspectos, e de posse do resultado de exames clínico e radiográfico das unidades dentárias determinará se existe a necessidade de troca das restaurações, tratamento de canal, extração, etc. São fornecidas ainda orientações e instruções sobre o que, como e quando usar, visando manter a boca o mais saudável possível, garantindo a higiene. Neste processo, o paciente é um parceiro importante para o sucesso do tratamento odontológico, pois as infecções em cavidade oral podem evoluir para complicações mais sérias, generalizadas, que podem inclusive determinar a interrupção do tratamento em curso ou levar a óbito. 
 
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