Melanoma

Maio: Mês Internacional de Combate ao Melanoma

O melanoma é lembrado em todo mês de maio, porque, este tipo raro de câncer de pele é também uma das formas mais agressivas e potencialmente fatais de câncer. Por outro lado, as chances de cura são grandes quando o melanoma é descoberto nos estágios iniciais. O mês de conscientização do melanoma chama a atenção para a detecção precoce e para a prevenção deste grave câncer.

Principais fatores de risco do melanoma maligno.

O Instituto Nacional de Câncer (INCA) estimou 8.450 casos novos no Brasil em 2020, sendo 4.200 homens e 4.250 mulheres e notificou 1978 mortes em 2019, sendo 1.159 homens e 819 mulheres. Os principais fatores de risco do melanoma maligno são: exposição prolongada e repetida ao sol (raios ultravioletas - UV), principalmente na infância e adolescência; exposição a câmeras de bronzeamento artificial; possuir pele e olhos claros, com cabelos ruivos ou loiros, ou ser albino e ter história familiar ou pessoal de câncer de pele.

Melanoma: Causas e prevenção.

O melanoma pode surgir a partir da pele normal ou de uma lesão pigmentada pré existente, como as de nascença. A manifestação da doença na pele normal se dá após o aparecimento de uma pinta escura de bordas irregulares acompanhada de coceira e descamação. Em casos de uma lesão pigmentada pré-existente ocorre aumento no tamanho, alteração na coloração e na forma da lesão, que passa a apresentar bordas irregulares.

A prevenção do melanoma envolve, assim, a não exposição aos fatores de risco. O uso do protetor solar deve ser enfatizado, assim como o uso de barreiras mecânicas à luz ultravioleta, como as camisas UV, óculos de proteção e chapéus. Importante enfatizar que o filtro solar deve ter o nível de proteção de 30% no mínimo e deve ser reaplicado a cada duas horas enquanto a exposição a luz solar ocorrer.

Melanoma: Detecção precoce.

A detecção precoce pode ser feita por meio da investigação com exames clínicos, laboratoriais ou radiológicos, de pessoas com sinais e sintomas sugestivos da doença (diagnóstico precoce), ou com o uso de exames periódicos em pessoas sem sinais ou sintomas (rastreamento), mas pertencentes a grupos com maior chance de ter a doença. Esta abordagem possibilita melhores resultados em seu tratamento e deve ser buscado com a investigação de pintas escuras de bordas irregulares acompanhada de coceira e descamação ou com alterações em uma pinta já existente, que venha a aumentar de tamanho, mudar sua cor e forma, passando a apresentar bordas irregulares. Uma regra adotada internacionalmente é a do “ABCDE” que aponta sinais sugestivos de tumor de pele do tipo melanoma:

Assimetria: uma metade do sinal é diferente da outra;

Bordas irregulares: contorno mal definido;

Cor variável: presença de várias cores em uma mesma lesão (preta, castanha, branca, avermelhada ou azul);

Diâmetro: maior que 6 milímetros;

Evolução: mudanças observadas em suas características (tamanho, forma ou cor). 

O diagnóstico do melanoma.

O diagnóstico normalmente é feito pelo dermatologista, através do exame clínico. Em algumas situações, é necessário que o especialista utilize a dermatoscopia, exame no qual se usa um aparelho que permite visualizar detalhes da lesão não vistas a olho nu ou o mapeamento corporal total, para quem tem muitas lesões espalhadas pela pele. Alguns casos exigem uma biópsia.

O tratamento do melanoma.

A cirurgia é o tratamento mais indicado e que pode curar o melanoma. A radioterapia, quimioterapia e imunoterapia também podem ser utilizadas em estágios mais avançados da doença. Quando há metástase (o câncer já se espalhou para outros órgãos), o melanoma, hoje, é tratado com novos medicamentos, que apresentam altas taxas de sucesso terapêutico. A estratégia de tratamento para a doença avançada deve ter como objetivo postergar a evolução da doença, oferecendo chance de sobrevida mais longa a pacientes que anteriormente tinham um prognóstico bastante reservado.
Editorial, 26.AGOSTO.2021 | Postado em Geral


  • 1
Exibindo 1 de 1